segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cristo: o fim das lamentações


Por que hei de andar eu lamentando...?
(Sl 42.9.)


Você pode responder a esta pergunta, meu irmão? Você pode achar alguma razão para explicar por que está tantas vezes lamentando, em vez de estar-se alegrando? Por que ceder a pensamentos sombrios?
Quem lhe disse que a noite nunca terminaria? Quem lhe disse que o inverno do seu descontentamento vai passar de geada a geada, de neve, gelo e granizo, a neve ainda mais espessa, e a tempestades de desespero? Você não sabe que depois da noite vem o dia, que depois da vazante vem a enchente, que depois do inverno vêm a primavera e o
verão? Então, nutra esperanças! Tenha sempre esperança, pois Deus não nos desampara. —
C. H. Spurgeon

Nunca falha, nunca falta meu bendito Salvador;
Nunca falha a Sua graça, nunca falta o Seu amor!
Seus preceitos e promessas infalíveis sempre são,
Mais seguros que as montanhas, para sempre durarão.
Nunca falha, nunca falta meu bendito Salvador;
Nunca falha a Sua graça, nunca falta o Seu amor.
Cristo nunca, nunca falta, nunca deixa de acudir
Ao mais pobre, ao mais humilde, que pra os braços Seus fugir.
Seus pecados perdoando, logo o toma pela mão;
Suas dores suaviza com benigna compaixão.
Cristo nunca, nunca falta, nas mais duras provações;
Quando Satanás assalta com tremendas tentações,
Procurando demover-nos, ou encher-nos de pavor,
"Basta-vos a minha graça", presto diz o Salvador.
Cristo nunca, nunca falha; plenamente satisfaz
Com o Seu amor infindo, com a Sua doce paz.
Quanto além do que eu pensava, no meu Salvador achei!
Que bondade inexcedível tem o meu glorioso Rei.
Nunca falha, nunca falta! Quantas vezes o provei
Desde que, com fé singela, tudo a Cristo eu entreguei!
Quanto mais Jesus conheço, anseio por trazer
A Seus pés o mundo inteiro, para em Seu amor viver.

Do Exército de Salvação

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Espírito de Jesus



Defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia; mas o Espírito de Jesus não o permitiu.
(At. 16.7.)


Que estranha proibição! Aqueles homens iam para Bitínia exatamente para fazer a obra de Cristo, e a porta foi fechada diante deles pelo próprio Espírito de Cristo. Eu também já experimentei isto em certas ocasiões. Já me vi algumas vezes sendo obrigado a interromper uma carreira que me parecia útil e abençoada. Veio oposição e me forçou a voltar para trás; ou doença, e me impeliu a retirar-me para um deserto à
parte.

Foi difícil, nessas ocasiões, deixar incompleto um trabalho, que eu acreditava ser uma obra do Espírito. Mas vim a me lembrar de que o Espírito não tem somente serviços de atividade, mas também serviços de espera.

Comecei a ver que no reino de Cristo não há somente momentos de ação, mas ocasiões em que se proíbe a ação. Vim a aprender que o lugar deserto à parte é muitas vezes o lugar de maior utilidade na variada vida humana: mais rico em colheita do que as estações em que o trigo e o vinho foram abundantes. Tenho tido que agradecer ao bendito Espírito o fato de ter sido impedido de visitar muitas e estimadas Bitínias.

Assim, Espírito Santo, quero continuar a ser dirigido por Ti, ainda que venham desapontamentos em planos que me pareçam de utilidade.

Hoje a porta parece estar aberta para viver e trabalhar para Ti; amanhã, ela se fecha diante de mim exatamente quando estou para entrar por ela. Ensina-me a ver outra porta, no próprio fato de ficar parado. Ajuda-me a achar na proibição de Te servir ali, uma nova área de serviço. Inspira-me com o conhecimento de que um homem pode, às vezes, ser chamado a fazer o seu dever, não fazendo nada; a trabalhar, ficando quieto; a servir, pela espera. Se me lembrar de quanto poder há na "voz mansa e delicada", não me queixarei se às vezes essa mesma
voz, a voz do Espírito, me disser: Não, não vá. —

George Matheson

Rios de água viva

Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior manarão rios de água viva.
(Jo 7.38.)


Alguns de nós ficamos temerosos e imaginando por que o Espírito Santo não nos enche. Não será porque estamos recebendo em abundância, mas não estamos dando? Comece a dar a bênção que você tem: alargue seus planos de serviço e bênção e logo descobrirá que o Espírito Santo está indo à sua frente; e ele o presenteará com bênçãos para o serviço e confiará às suas mãos tudo o que puder, para ser dado a outros.

Há na natureza um belo fato que tem seus paralelos na esfera espiritual. Não há música tão maviosa como a de uma harpa eólica; e a harpa eólica nada mais é do que um conjunto de cordas musicais dispostas em harmonia, e que são vibradas pelos ventos. E dizem que quando isto acontece, notas quase celestiais ecoam pelos ares, como se um coro de anjos estivesse passando por ali e tangendo aquelas cordas.
Assim, é possível conservarmos o coração tão aberto ao toque do Espírito Santo, que Ele pode tocar ali o que quer, enquanto quietamente nos colocamos à sua disposição nos caminhos do seu serviço. —

Days of Heaven upon Earth

Quando os apóstolos foram cheios do Espírito Santo, não
alugaram o Cenáculo para ficar ali fazendo reuniões de santificação, mas
saíram por toda parte, pregando o evangelho. —

Will Hujf

Cristo rogou por ti

Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo. Eu, porém,
roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.
(Lc 22.31,32.)


Nossa fé é o centro do alvo a que Deus atira quando nos prova; e se alguma outra graça passa sem ser testada, com a fé isso não acontece. Não há melhor maneira de ferir a fé no seu próprio cerne, do que cravar-lhe a seta do desamparo. Isto revela logo se ela é ou não a fé dos imortais. Despoje a fé do gozo que a envolve como uma armadura, e deixe que venham contra ela os terrores do Senhor; e será fé real, a que
escapar ilesa do ataque.

A fé precisa ser provada, e o desamparo aparente é a fornalha aquecida sete vezes, na qual ela precisa ser lançada. Bem-aventurado o homem que pode suportar a provação. —
C. H. Spurgeon

Paulo disse: "Guardei a fé", mas ficou sem a cabeça! Cortaramlhe a cabeça, mas não tocaram em sua fé. Aquele grande apóstolo dos gentios se alegrava por três coisas:
havia combatido o bom combate, acabado a carreira e guardado a fé.
Que lhe importava o resto?

Paulo ganhou a corrida: ele ganhou o prêmio; e hoje tem a admiração não só da terra, mas do Céu. Por que não agimos como se valesse a pena perder tudo para ganhar a Cristo? Por que não somos leais à verdade, como ele foi? Ah, nós não temos a sua aritmética. Ele contava de maneira diferente da nossa. Nós contamos como
lucro o que ele contava como perda. É mister que tenhamos a sua fé e a guardemos,
se queremos receber a mesma coroa.

A excelência do conhecimento de Cristo Jesus



Tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor.
(Fp 3.8.)

A época da colheita é a estação alegre das espigas maduras, da canção festiva, dos celeiros cheios. Mas vamos atentar para o sermão que o campo nos dá. Esta é a mensagem solene que ele tem para mim: "Você tem que morrer, para poder viver. Seu conforto e bem-estar não têm que ser consultados. Você tem que ser crucificado, não somente quanto aos desejos e hábitos pecaminosos, mas a muitos outros, que parecem inocentes e retos."

Se você quer vir a salvar outros, não pode salvar-se a si mesmo. Se quer dar muito fruto, precisa ser sepultado em trevas e solidão. Meu coração treme ao ouvir estas coisas. Mas se Jesus me pede isto, possa eu dizer a mim mesmo como é sublime entrar na comunhão dos Seus sofrimentos; e estarei na melhor das companhias. E possa eu ainda dizer a mim mesmo que tudo isso tem por fim tornar-me em vaso idôneo para Seu uso. O Calvário dEle floresceu e frutificou; assim será com o meu também. Abundância sairá da dor; vida, da morte. Não é essa a lei do Reino? — In the Hour of Silence

Quando o botão se abre numa flor, chamamos a isso morte? —

Selecionado

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Verás a glória de Deus


Não te disse eu que se creres verás a glória de Deus?
(Jo 11.40.)


Maria e Marta não podiam entender o que o seu Senhor estava fazendo. Ambas lhe disseram: "Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido." Parece que atrás de tudo isto podemos ler os seus pensamentos: "Senhor, nós não entendemos por que demoraste tanto para vir. Não entendemos como deixaste morrer aquele a quem amavas. Não entendemos como pudeste deixar que a dor e o sofrimento rasgassem nossa vida, quando a Tua presença poderia ter impedido tudo isto. Por que não vieste antes? Agora é tarde, pois ele já está morto há quatro dias!"

E para tudo isto o Senhor Jesus tinha apenas uma grande resposta: "Vocês podem não entender, mas eu não lhes disse que se crerem, verão?"

Abraão não podia entender por que Deus lhe pedia o sacrifício do filho, mas confiou. E viu a glória de Deus na restituição dele ao seu amor.

Moisés não conseguia entender por que Deus o retinha em Midiã aqueles quarenta anos, mas confiou, e viu, quando Deus o chamou para tirar a Israel da servidão.

José não podia entender a crueldade de seus irmãos, o falso testemunho de uma mulher pérfida e os longos anos de uma reclusão injusta; mas confiou, e por fim viu a glória de Deus em tudo o que se passou.

Jacó não podia entender a estranha providência que permitiu que José fosse arrancado ao seu amor de pai, mas viu a glória de Deus quando contemplou o rosto daquele filho como governador à mão de um grande rei e como o preservador de sua própria vida e da de uma grande nação.

E talvez seja assim na sua vida. Você diz: "Eu não entendo porque Deus deixou este meu ente querido ser levado. Eu não entendo por que Ele permitiu que a aflição me açoitasse. Não entendo estes caminhos tortuosos pelos quais o Senhor está-me guiando. Não entendo por que foram desmantelados os planos que eu achava tão bons. Não entendo por que as bênçãos de que eu preciso tanto estão demorando tanto para vir.

Amigo, você não tem que entender todos os caminhos de Deus, todas as maneiras como Ele dirige a sua vida. Deus não espera que você entenda tudo. Você não espera que o seu filhinho entenda tudo: quer apenas que confie em você. Um dia, verá a glória de Deus nas coisas que não entende. —

M.H.McC.
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Enviado por: Elisete Pereira Calixto

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Veja Deus em tudo


É o Senhor; faça o que bem lhe aprouver.
(1 Sm 3.18.)


"Veja Deus em tudo, e Deus porá calma e colorido em tudo o que
você vê!"

Pode ser que as circunstâncias da nossa dor não sejam removidas, que a sua condição permaneça inalterada, mas se Cristo, como Senhor e Mestre de nossa vida, for trazido para a nossa dor e sombra, Ele nos cingirá de alegres cantos de livramento. Vê-lO — e ter a certeza de que a Sua sabedoria não pode errar, Seu poder não falha, Seu amor
não muda, saber que mesmo os Seus tratamentos mais severos e dolorosos para conosco visam ao nosso mais profundo proveito espiritual — é ser capaz de dizer, no meio do luto, do sofrimento, da dor, da perda: "O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor."

Nada, senão ver a Deus em tudo pode tornar-nos pacientes com os que nos molestam e atribulam. Eles serão para nós, então, apenas instrumentos para a realização dos propósitos sábios e amorosos de Deus para conosco, e nos encontraremos por fim dando graças por eles no íntimo, pela bênção que trouxeram à nossa vida. Nenhuma outra coisa porá um ponto final tão decisivo em nossas murmurações e pensamentos
de rebelião.

H. W. Smith
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Enviado por: Elisete Pereira Calixto
"Deus quer sempre o seu melhor."

O Senhor tem o seu caminho


O Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade.
(Na 1.3.)


Quando rapazinho, eu estudava em um instituto nas vizinhanças do Mt. Pleasant. Certa vez, sentei-me numa elevação da montanha, observando uma tempestade que vinha subindo o vale. O céu estava carregado, e a terra estremecia com a força dos trovões. Parecia que a paisagem, antes tão linda, tinha-se mudado dali e a sua beleza havia desaparecido para sempre.

Mas a tempestade seguiu seu curso e deixou o vale. Se eu tivesse voltado àquele mesmo lugar no dia seguinte, e tivesse perguntado: "Onde está aquela horrível tempestade com todo o seu negrume?", a relva teria respondido: "Parte dela está em mim"; e a flor do campo: "Parte dela está em mim", e os frutos e tudo o que cresce do solo teriam dito: "Parte da tempestade está ardente em nós."

Você pediu para ser semelhante ao seu Senhor? Você tem desejado o fruto do Espírito em sua vida, e tem orado pedindo brandura, bondade e amor? Então não tema o tormentoso temporal que está varrendo a sua vida neste momento. Há uma bênção nessa tempestade; e haverá rica frutificação no "após".

Henry Ward Beecher

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O "eixo do mal" em terras brasileiras


Pelas mais variadas razões, diferentes amigos e, quem sabe, alguns inimigos, me mandaram um vídeo do pastor Paschoal Piragine, com o sugestivo aviso: “Corremos perigo. Repassem, por favor, antes que seja tarde demais”. Levei um susto e, imagino, essa era exatamente a ideia. Tema: a iniquidade e em quem (não) votar nas próximas eleições. O perigo da “institucionalização da iniquidade” que se avizinha: 3 de outubro.

Considerando o assunto — campanha política —, nada de novo. As eleições são pródigas em vídeos, CDs e gravações, digamos, apócrifos, sobre demônios, comunistas, entre outros tipos de anticristos que, não muito tempo depois do pleito, passam a frequentar os mesmos salões dos religiosos.

O medo e a desconfiança também fazem parte do jogo político. Nem sempre um jogo limpo. Mas a luta pela não institucionalização da iniquidade não é nova. Vou poupar o leitor e vou direto ao ponto. Talvez, tal institucionalização seja fruto do constantinismo, tantas vezes chamado ingenuamente de “bênção de Deus” por nós evangélicos: telhas, praças da Bíblia, terrenos, dia disso, dia daquilo, entre outras sinecuras. Constantinismos daqui e dalém-mares. No governo e na igreja de hoje, no governo e na igreja de ontem.

Como alerta, para além da política eleitoral, faço coro com o pastor Piragine: “Nós não queremos a iniquidade institucionalizada no Brasil”. É bom que o cidadão e, vá lá, o eleitor cristão conheçam a história do “seu” candidato. Saibam por onde andou, com quem andou, se está a serviço de alguém — grupo, partido, empresa, ONGs, igreja, movimentos. No entanto, é preciso cuidado com a tentação — que podemos chamar de “tentação Copa do Mundo”, aquela que acontece de quatro em quatro anos — de traçar uma linha divisória entre o bem e o mal em terras brasileiras. É bom lembrar N. T. Wright sobre o assunto: “A linha que separa o bem e o mal não passa entre “nós” e “eles”, mas sim por cada indivíduo, por cada sociedade”.

E, por falar em eleições, é preciso ser prático. Não faz muitos dias, mais de 3 mil homens (policiais civis e militares) fizeram a segurança da 14ª Parada do Orgulho Gay em São Paulo, na Avenida Paulista e na Rua da Consolação. Os investimentos bateram a casa de 1 milhão de reais, por parte da Prefeitura Municipal de São Paulo. Uma semana antes do evento, o coordenador geral da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual, Franco Reinaudo, não deixava dúvidas: “A parada pretende ser mais organizada e segura do que a edição de 2009. Usaremos [os recursos] para melhorar a infraestrutura para atender melhor munícipes e turistas”. Ao final da festa, que reuniu 3 milhões de pessoas, o representante do governo municipal arrematou: “Este é o nosso Natal”...

Enfim, não sem ironia, podemos respirar aliviados: a iniquidade já está “institucionalizada”. E, diga-se de passagem, em São Paulo, onde a cidade e o estado, não é de hoje, têm governos de oposição ao temido partido que tomou conta do Palácio do Planalto. Devo repetir. O alerta é válido e, de fato, “Deus não tolera a iniquidade”. Acrescento: não importa o partido. Mas ela tem data de validade; apenas não arriscaria a dizer que é 3 de outubro. De qualquer modo, parafraseando o texto bíblico, não é bom confiar em príncipes, quer do PT, do PSDB, do DEM, nem mesmo em príncipes evangélicos.

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